A Mudança do Mercado de HQ nos E.U.A

Como era antes!

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Os Estados Unidos é referencia mundial em muitos aspectos, e no caso do HQ não poderia ser diferente. O mercado de quadrinhos americano é diferente de praticamente todos os demais países, pois as bancas são quase  inexistentes por lá e os comic shops são quem dominam o mercado.

Mas vamos partir do começo, há anos a logística americana era a mesma que vemos hoje no Brasil e na maioria dos outro países, a editora entregava os quadrinhos que bem entendia ao dono da banca e pagava-se uma porcentagem  pelas revistas vendidas, as encalhadas, como era chamado as HQs que não vendiam eram entregues novamente para a editora. Ai que está o problema, por exemplo, se são publicadas 10.000 exemplares e são vendidas apenas 5.ooo o prejuízo será enorme  (DA EDITORA) , e tratando se de HQs é difícil ter um número aproximado de tiragem.

Transformação do mercado

Então no começo dos anos 70 essa logística mudou pois lojas especializadas e personalizadas em histórias em quadrinhos começaram a surgir, as chamadas comic shops, para os proprietários era mais fácil saber o numero aproximado de demandas dos quadrinhos, pois eles tem o controle dos clientes, e os mesmos que entram na loja tem interesse somente  em HQs, então esse donos de loja começaram a comprar diretamente da editora tirando o intermediário, e comprando as revistas que eles achavam interessante para seu público, por isso as bancas e o conceito de distribuidor foi desaparecendo ao passar dos anos.

Essa transformação da logística deu origem a um novo mercado, o mercado direto, porém foi somente na década de 80 que a marvel viu o potencial desse mercado e então começou a trabalhar exclusivamente com as comic shops.

Bom, nem preciso dizer que essa estratégia foi um sucesso pois os quadrinhos não precisavam concorrer  com publicações de outros nichos, os HQs, agora, tinha uma casa própria, sem contar que as editoras não ficavam com o prejuízo das revistas encalhadas, porem a porcentagem de venda era menor.

Então  surgiram várias distribuidoras especializadas em comic shops, faziam  a parte intermediaria de pedidos e entrega entre a loja e  editora. Mas nos anos 90 apenas três sobreviveram: Capital city, Dimont e Heros world, porem na metade da década as duas editoras assinaram contrato com a Dmiont tornando se a única distribuidoras de vendas direta de HQs.

E desde então a parceria entre comic shops e editoras  vem consolidando e fortalecendo, e um exemplo claro que esse formato   é um sucesso são os eventos de HQs organizado pelos comics e editoras.

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